Associado:
CGG


Processo:
Pesquisa Sísmica Marítima 3D, Não-exclusiva, nas Bacias do Espírito Santo e Campos, Projeto Espírito Santo e Campos Fase IV

Número:
02001.004121/2015-31

Descrição:
A CGG DO BRASIL Participações Ltda. vem por meio desta pleitear uma Licença de Pesquisa Sísmica para a Atividade de Aquisição de Dados Sísmicos 3D, Não-Exclusivos, na Bacia do Espírito Santo, Projeto Espírito Santo Fase IV. A atividade está prevista para ser iniciada dia 1 de Dezembro de 2015, com duração estimada de 230 dias de operação. O presente projeto faz parte da programa da divisão Multi-Cliente e Novos Empreendimentos, onde já foram adiquiridos dados nesta bacia, em campanhas especulativas anteriores (BM-ES-5, BM-ES-9, Fragata, Fases I, II e III), dando continuidade à crescente carteira de dados não-exclusivos em águas brasileiras, que remontam a importantes pesquisas na Bacia de Santos desde 2001: primeiramente decorrente das aquisições da VERITAS DO BRASIL; e, mais recentemente, pela CGG DO BRASIL (2008-2015). Para isto, a empresa encaminha a presente Ficha de Caracterização da Atividade (FCA), em cumprimento com a Resolução CONAMA N°350/04, Portaria No 422/2011 e as orientações previstas no "Guia Passo-a-Passo para Licenciamento Ambiental de Atividade de Aquisição de Dados Sísmicos Marítimos" produzidos pela CGPEG/DILIC/IBAMA com esta finalidade. A Licença de Pesquisa Sísmica (LPS) é pleiteada em nome da CGG DO BRASIL, que possui o Plano de Controle Ambiental de Sísmica (PCAS) aprovado nesta CGPEG/IBAMA, conforme indicado no Ofício CGPEG/DILIC/IBAMA N°403/2006, emitido em 09.06.06. A atividade será realizada por um dos navios sísmicos seguintes: SR/V OCEANIC CHAMPION; SR/V GEO CELTIC; SR/V OCEANIC SIRIUS; SR/V OCEANIC VEGA, e seus respectivos barcos de apoio. Os dois primeiros fazem parte do PCAS da empresa, tendo sido apresentados pelos ofícios CGG 85 e 100, protocolados em 5 e 23 de maio de 2013, respectivamente. Informamos que a empresa protocolorá nos próximos dias informações sobre os dois últimos navios, SR/V Oceanic Sirius e SR/V Oceanic Vega, com o objetivo de inseri-los no PCAS geral da CGG do Brasil. Cabe esclarecer, que apenas um dos navios deverá ser utilizado no projeto de aquisição dos dados sísmicos e a CGG assume o compromisso de informar o navio disponível a época para execução do serviço e disponibilizá-lo para vistoria em conformidade com as diretrizes do Ofício Circular nº0047/2011/CGPEG/DILIC/IBAMA. A aquisição de dados sísmicos será realizada a uma distância mínima de 98 km da costa, aproximadamente, e profundidade mínima de 1700 m, incluindo a área a ser utilizada para manobra. Para a área de aquisição, a profundidade mínima esperada é de 2.000 m e a máxima, 3.250 m. A CGG DO BRASIL estará adotando linhas sísmicas na direção lesteoeste (L-O) e estima-se adquirir 10.265 Km2 de dados sísmicos, aproximadamente, com tecnologia Broadseis. Para eventual manutenção nos cabos sísmicos, propõe-se a utilização de águas mais profundas, conforme indicado no PT CGPEG/IBAMA 063/06, como diretriz deste escritório. A embarcação sísmica utilizará um arranjo de 12 cabos com 8100 metros de comprimento, entre espaçados por 100 m. O arranjo de fonte sonora a ser utilizado terá no máximo volume de 4510 pol3 e 2000 psi, com utilização de uma fonte dupla (flip-flop) que se alternarão a cada 10.1 s na emissão do sinal sonoro. O navio sísmico permanecerá na área de trabalho, continuamente, até o final da operação, portanto, o reabastecimento de combustível e víveres para o navio sísmico será feito pela embarcação de suprimento. Não obstante, o navio sísmico poderá se dirigir ao porto, no caso da necessidade de manutenção (port call) de equipamentos. Desta forma, o barco de apoio deverá utilizar um maior número de vezes da infraestrutura portuária, não somente para buscar combustível, mas também, pelo transporte marítimo dos resíduos para destinação final em terra e reabastecimento do navio com víveres e material de reposição. Intenciona-se utilizar o Porto de Vitória e estão previstas duas visitações ao porto (port call) ao mês para embarcação de apoio e apenas uma para o barco assistente. O Porto de Vitória, na cidade de Vitória (ES) é administrado pela Codesa - Companhia Docas do Espírito. O acesso ao porto é feito pelo canal da Baia de Vitória, com comprimento de 7.500 metros, largura de 215 metros e calado máximo de 10,5 metros. O cais comercial do Porto de Vitória, possui 4 berços de atracação, voltados para movimentação de diversos tipos de carga, inclusive embarcações de atendimento a plataformas de petróleo, com extensão de 776m e calado de 5,90m a 9,5m, além do terminal CPVV com extensão de 250 metros e calado de 10,5 metros. O Porto de Vitória conta com uma estrutura consolidada para atendimento às embarcações offshore, com serviços de apoio de várias empresas nas áreas de operação, ambiental, abastecimento, suprimentos, equipamentos, entre outras, além de dispor de áreas para montagem e armazenamento de peças e equipamentos do mercado de petróleo e gás.


Lat/Long inicial:
90° 10800" 0' S / 180° 21600" 0' W

Lat/Long final:
90° 0" 0' N / 180° 0" 0' E


Shapefiles:

Documentos:

Licença:
114/2017